18/12/2016

COMENTÁRIOS DA SEMANA - DE 18 A 24/DEZ/2016

24 - O NATAL E O RECESSO





Aos que aqui retornam e dedicam minutos de suas vidas lendo e meditando sobre as hipocrisias com que nos deparamos no dia-a-dia, deixo meu desejo de momentos alegres juntos aos seus entes mais queridos nas festividades deste fim-de-ano.

E que aqueles que, como eu, são privilegiados pelo direito de um recesso das atividades padrão, usem parte deste tempo para pensar em qual poderá ser sua contribuição para o futuro do BRASIL, pois ele será o que nós, BRASILEIROS, fizermos por ele.


21 - Como previsto.

A CONCER cobra o pedágio mais caro do Brasil e para compensar seus otários-usuários mantém uma equipe que realiza capina em alguns poucos pontos às margens da rodovia BR-040. Terminar a construção da Nova Subida? Nem pensar!!! Fazer a manutenção da "Melhor estrada do Brasil" (eles é que sempre anunciam isso)? Qual o quê!!! 

O Globo, em 17/12/16, nesta matéria de página, trata sobre a situação atual:

- Suspeita de sobrepreço de 400 milhões de reais.
- Inércia da ANTT - "A agência perdeu a moral (sic) para cobrar melhorias". (???)

- Grupo Triunfo, controlador da CONCER, é alvo na Lava-Jato
- Completa falta de recursos (sic) para fazer a manutenção!!!
- 12 Termos Aditivos assinados até agora.
- E eles reivindicam a prorrogação da concessão por mais 17 anos!!!!

19 - HIPOCRISIA QUE ROLA, E ROLA, E ROLA

Merval Pereira, em sua coluna do dia 14/12/16, lembrou um dos muitos oportunismos petistas. Eis, com uma semana de atraso:

"O Congresso aprovou ontem a limitação dos gastos públicos 11 anos depois que essa proposta foi apresentada pela primeira vez, justamente por um ministro da Fazenda petista, Antonio Palocci, apoiado por um ministro do Planejamento petista, Paulo Bernardo, que foram bombardeados pela ministra também petista da Casa Civil, Dilma Rousseff."

E deu no que deu.

O mundo gira, a hipocrisia rola, e assim nós vamos vivendo...

18 - NA CONTRAMÃO DA ESQUERDA 


Desde 2005 existem as Olimpíadas de Matemática. E desde então, Conceição dos Ouros e Dores do Turvo, cidades mineiras, entraram para o mapa do Brasil, independente de qualquer ação estatal-protecionista petista.

Os pretensos filósofos da esquerda-cabide, ferrenhos defensores da ideia de que o cidadão é incompetente e fraco por natureza, deveriam assistir ao programa do Fernando Gabeira que revela e exalta os alunos das escolas daquelas duas cidades que são medalhas de ouro e prata naquela competição.

Também os que defendem que a humanidade é, por genética, competitiva, devem assistir, pois ganham um reforço da experiência prática para suas convicções.

Eis algumas passagens.

“Todo mundo gosta de ganhar. (...) um aluno via o outro ganhando, também queria ganhar. Um professor via o aluno da outra professora ganhando, também queria que o aluno dele também ganhasse. (...) O que leva o aluno a se interessar é o incentivo.”

“Os atletas ganham porque treinam.“
Professora Rita de Cássia, da escola estadual João Ribeiro de Carvalho, de Conceição dos Ouros.

“A competição foi a chance de promover nossos alunos. (...)Com isso ano a ano fomos melhorando os resultado, tendo destaque nacional, com isso o estímulo foi cada vez maior e desenvolvendo a auto-estima. A gente hoje consegue inserir um número muito maior de alunos em grandes universidades.”
Prof. Geraldo Nogueira, escola Terezinha Pereira, de Dores do Turvo,

“Lembro de uma mãe de um aluno que catou latinhas no carnaval para poder vender e juntar dinheiro para fazer cópias das provas anteriores do concurso para o filho estudar.”
Adriana Carvalho, Diretora da escola de Dores Terezinha Pereira

À esquerda-cabide não interessa enxergar que a competitividade é o principal elemento da evolução de tudo, dos insetos às galáxias. Não sem razão, portanto, temos andado nos últimos anos na contramão da natureza humana.


12/12/2016

COMENTÁRIOS DA SEMANA - DE 11 A 17/JUN/2016

17 - O QUE FALTA?

Por que um escritório de advocacia, Marcondes & Mautoni, que se propõe a fazer "diplomacia corporativa", contrataria Luis Cláudio Lula da Silva para prestar consultoria de marketing?


Imagem obtida da homepage do website da empresa em 17 dez 2016

Informações acessórias: o escritório era contratado de empresas, entre elas, a SAAB, sueca,  para fazer lobby junto ao governo de Lula para nos vender aviões de caça.

Eis que, investigada a documentação da consultoria pela Policia Federal, descobre-se que o laudo que justificou a cobrança de serviços no valor de 2,5 milhões de reais, foi montado a partir de textos publicados na wikipedia.

A pergunta que falta responder: por que até agora nem Luis Inácio, nem Luis Cláudio foram presos? 

O que ainda falta?





15 (2) - FUGINDO DA PERGUNTA FINGINDO UMA RESPOSTA

Deve ser por masoquismo que acompanho os noticiários políticos e econômicos assistindo a Globo News. Vários são os programas de entrevista. Entre estas, aqueles que entrevistam personagens das esquerdas ("esquerda-caviar", "esquerda-cabide", esquerda radical e que tais), invariavelmente revelam três aspectos:

1) São contra toda e qualquer medida tomada pelo governo enquanto não são eles no poder. São contra a PEC, a reforma do ensino médio, a redução de privilégios, a reforma da Previdência. O discurso é: "sou contra".

2) Eles, agora fora do poder, adquiriram uma amnésia crônica, incurável. Nenhum deles, nem seus partidos, tiveram responsabilidade sobre a maior recessão da história do país.

3) Se negam a apresentar proposta alternativa. Defendem a continuidade do déficit a ponto de se enrolarem no paradoxo de criticarem o pagamento de juros da dívida quando a dívida foi e é fruto do déficit!!!  Fogem da pergunta (explícita ou sugerida), fingem uma resposta para não ficarem calados frente às câmeras.

Para confirmar o que digo, procurem assistir, especialmente, às participações de: Lindbergh Farias, Guilherme Boulos, Tarso Genro, André Singer, Rui Falcão, Randolfe Rodrigues, Jorge Viana, prof. Pedro Paulo Bastos (este, além de tudo, esqueceu a educação em casa).

Ao final, tentem resumir quais são as propostas das esquerdas que nos tirarão do atraso.
Resultado de imagem para imagens de lindberg farias







15 (1) - MALAS HIPÓCRITAS

O político, como observamos todo dia, respira hipocrisia. Ele vive da e na hipocrisia. Ele precisa de voto para se perpetrar no poder. A verdade, vem depois da mentira, se é que virá algum dia.

Ontem, por unanimidade, o Senado anulou a decisão da Anac de permitir às companhias aéreas de cobrar uma taxa proporcional ao peso da bagagem dos viajantes. Uma medida que todos deveríamos celebrar, pois aqueles que carregam apenas uma valise de mão, não pagariam (como pagaram até aqui) pelos que sempre estão acompanhados de bagagens com peso várias vezes o do próprio corpo.

O senador petista, Humberto Costa, foi o autor da proposta. Absoluta coerência com a hipocrisia de sua vertente filosófica, expressa no dito popular "me engana que eu gosto". Mas a unanimidade revela o paradoxo de que mesmo senadores defensores da livre-concorrência, concordam em se intrometer em uma questão que diz respeito exclusivamente a viajantes e empresas aéreas, assunto este que o sistema de livre-mercado tem um farto conjunto de mecanismos para resolver.

Se tomássemos como eficaz a anulação da media, teríamos que admitir uma entre duas hipóteses:

1) As malas não pesam. Ou pesam, mas as companhias aéreas colocam o custo do transporte deste peso na rubrica "prejuízos assumidos".

2) Pesam, mas o custo do transporte deste peso não deve ser revelado ao "povo".



E aí vem uma incoerência. Desde alguns poucos anos as empresas são obrigadas a revelar o imposto incluso em suas vendas ao consumidor. O imposto-mala deve ser revelado, mas o custo-mala, não!!!???

Em 2018, quando das eleições para o Congresso, teremos a oportunidade de nos livrar dos políticos-malas. Poderemos despachá-los de volta para casa, com suas malas cheias de propina, sabendo ou não quanto lhes custará o transporte.


14 - O PRINCÍPIO DE UM CAPITALISMO-SOCIAL


"Temos que ajudar os que não podem andar sozinhos."

Dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016)




13 - CÓDIGO DE CONDUTA

Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, "cita 14 Medidas Provisórias aprovadas ou modificadas para se ajustar às necessidades da construtora", como consta em nota da coluna do Ricardo Noblat de ontem. Foi um investimento de 17 (*) milhões de reais aportado diretamente ao caixa 2 de parlamentares que garantiram a aprovação das medidas. 

No entendimento da empresa, foi apenas a aplicação do princípio que a companhia zela , qual seja o da "Confiança no Ser Humano, no seu potencial e na sua vontade de se desenvolver". 

Para aplicar com eficácia o tal princípio, a Odebrecht crirou um departamento específico para lidar com os estímulos à vontade de o ser humano se desenvoler. Rotulou-o como Departamento de Relações Institucionais.

E ainda tem gente que não acredita no postulado de Einstein de que "tudo é relativo".

(*) Dias depois, este número foi apresentado em uma matéria da Globo News como sendo de 68 milhões.


12 - CARTAS DO LEITOR (*)

Prezado Editor,

Excelente, por didático, esclarecedor e texto fluído, o artigo (ou seria contra-artigo?) do professor Samuel Pessôa expondo as vísceras da hipocrisia petista reveladas no artigo de Ruy Fausto, da Piauí de outubro. 

Como na imensa maioria das análises que leio, o professor comete o deslize de atribuir razões filosóficas a ações que são, na base, fruto de decisões egocêntricas e autocráticas de psicopatas no poder. Considerado isto, não há como esperar uma revisão do que quer que seja, pois instituições não se revisam, se protegem. Apenas indivíduos com sua "vontade de poder" podem "revisar" por desejo de fazer valer suas "verdades".

A grande armadilha sugerida existe, mas é sempre a posteriori. Lula, antes de se eleger, proclamava que programas como o Bolsa Família serviam apenas para comprar o eleitor. Eleito, fez o que fez. Agora, a esquerda (seus líderes), fora do poder, se coloca, como antes de 2002, contra tudo e todos. Simplesmente porque o único caminho de voltar ao poder é ser contra quem lá está. Ouvir gente como Marilena Chauí e Lindbergh Farias, é um exercício de auto-flagelo.

Minha discordância pontual se restringe apenas ao apoio que o professor confessa dar ao programa de cotas, o que, por conceito, é inadmissível para o capitalismo, onde o mérito é um alicerce fundamental deste sistema que ele mesmo defende. 

Paulo Vogel


(*) Texto enviado à revista Piauí nesta data, pós leitura do artigo "A armadilha em que a esquerda se meteu", do professor Samuel Pessôa.

09/12/2016

COMENTÁRIOS DA SEMANA - DE 04 A 10/12/2016

06 - HIPOCRISIA PÓS MORTEM


Diz Raul que seu recém falecido irmão deixou ordens claras, inquestionáveis e eternas para não serem erguidos monumentos em sua homenagem, nem mesmo placas nominando ruas, praças etc. Diz Raul que Alejandro justificou ser radicalmente "contra o culto à personalidade" (sic).


Hoje, enquanto me visto, ouço a jornalista-apresentadora da Globo News, avisar de um documentário sobre o futuro das esquerdas. Até aí, nada de novo, é o que mais se fala nestes últimos anos. O curioso, é a frase de chamada: "ainda haverá espaço para o socialismo democrático?" (sic). A hipocrisia não está em "socialismo democrático", mas no "ainda" que induz tolos futuros a vir a ver no socialismo da Ilha castrista, um regime democrático!!! 

Ambas as falas hipocrisia pura pós mortem.


05 - COMO SERÁ? (*)


A Câmara dos Deputados nos golpeou na madrugada. Inspirado por Fidel, Renan tentou nos executar no "paredón" do Senado, mas com apenas 14 soldados, não conseguiu. Com a LAVA-JATO cercada por más intenções, a Força-tarefa se vê sem forças e prenuncia sua auto-dissolução. A tragédia da Chape nos nocauteou emocionalmente e as "ruas" do dia 4/dez não foram o que deveriam (e poderiam) ser. Sérgio Moro permanece de pé. Temer, sentado, teme o que lhe poderá cair no colo (o que farei?).


E nós, o que faremos? E se não existe fim, que meio restará ao Brasil? A nós?

(Plágio de título de programa da TV Globo.)

07/12/2016

TEXTO VELHO, DE ABRIL DE 1987

Em resposta a um amigo.

(...),

quem é "o povo"? Esse de quem tanto os políticos falam nas proximidades de eleições? Esse do qual nenhum deles se lembra depois de eleito? Esse de quem o discurso pedetista/brizolista tanto fala? Estou tentando encontrá-lo, mas, confesso, está difícil!, pois a cada vez a que eles se referem, parecem estar falando de um "povo" diferente.

Eu sou povo? Um desempregado, morando na Barra da Tijuca, devendo ainda 10 anos de prestações, esperando que o governo não tome medidas que levem à recessão, pois aí será muito mais difícil conseguir uma maneira honesta de sobreviver... Eu sou povo?

Eu fui "povo"? Um estudante da USP nos terroristas primeiros anos da década de 70, dormindo numa beliche em um quarto com goteiras na pensão da Almerinda? Motorista de uma das kombis do espanhol, fazendo fretes para salvar uns trocados? Ou sentado nos bares nos inícios das noites paulistanas, a discutir, entre chopps e pastel, as utopias de jovens de 20 anos e com um puta cagaço de ser dedurado para a repressão por uma palavra mal-dita a decibéis incautos? Eu fui "povo"? Acho que sim. Estudante universitário, pretensamente de esquerda, obrigatoriamente idealista, duro e que ainda (?) não entrou no sistema, sempre foi usado como "povo".

Fica um problema: se antes eu era e agora não sou mais, em que momento deixei de ser "povo"? O que foi que fiz para não mais pertencer a essa privilegiada categoria "povo"?

E você, é "povo"? Diretor de Arte de uma grande agência de propaganda, ganhado dezenas de vezes o salário mínimo, morador de Ipanema, navegador em seu próprio veleiro nos finais de semana em Angra, pretenso intelectual/militante do PDT a defender a tese do "Deus no céu e Brizola no poder"... Você é "povo"? E não me venha com o "péra'í, não é isso que eu tô falando...".

Será que "povo" é aquela parcela da população que ganha salário mínimo, ou menos, não tem o que vestir, mal tem o que comer e mora em condições sub-humanas? Hummmmm! Foi para estes que construíram o sambódromo? Disseram que "o povo" exigia a Constituinte. Será que estes aí sabem o que é e quanto importa para suas vidas uma Constituição?

Em todo caso, e os outros? Os que ganham meia dúzia de salários mínimos, aqueles ditos de classe média, são "povo"?

Enfim, quais são os parâmetros?  Quando se diz "o povo está passando fome" quem é "o povo"? A sua empregada almoça e janta na sua casa. Ela está passando fome? Não? Então ela não é "povo"? Quando se dizia na época das diretas que "o povo está nas ruas e praças", quem era "o povo"? Pelo que me consta todo tipo de cidadão, das mais diversas atividades, das mais diferentes classes econômicas, estava lá. Então, quem é "povo"?

"O povo", meu Amigo, sou eu quando o político está interessado nos votos do morador da Barra e usa o discurso do "povo da Barra" para conquistar meu apoio. O "povo" é o favelado quando, ao discurso do político, interessa atingir os que moram nas comunidades. O "povo" serão todos aqueles que puderem se entusiasmar com o discurso de um político e levá-lo ao poder, pois, os que não se entusiasmarem, cúmulo da hipocrisia, não fazem parte do "povo".

O sr. Brizola e todos os políticos, não estão, nunca estiveram e nunca vão estar interessados em povo nenhum. Nem ao menos saber o que o "povo" quer. O que lhes importa é chegar ao poder e implantar as ideias que eles "acham" que o "povo" deve querer. Quando o sr. Brizola determina que "o povo" quer escolas, não há manifestação, por mais contundente que seja, que o faça entender que o que o "povo" quer é comer. É saúde. É oportunidade de trabalho para sustentar a si e aos seus.

Agora, meu Amigo, o povo, sem aspas, sem demagogia, somos todos nós, CIDADÃOS que habitam um pedaço de chão qualquer dos 8 milhões de quilômetros quadrados deste país. Somos todos nós que, de alguma forma, contribuímos com a nossa existência para que ele seja uma Nação. Somos todos, de qualquer categoria, sem categoria, de qualquer classe ou sem ter onde cair morto, de qualquer raça, cor, religião, idade ou sexo. Povo somos todos nós que, como cidadãos, queremos ter direitos e oportunidades de realizar nossos sonhos. Ou pelo menos sonhar. Sem a tutela de quem quer que seja. E aí, meu caro, não estamos falando de grupos. Estamos falando de todos nós. Sem exceção. 

O dia em que você se deparar com um político que em lugar de dizer que "o povo quer...", disser "eu quero", ouça-o. Vai valer a pena verificar se você concorda com o que "ele" quer. Tal político, se vier a existir, mostrará ter um virtude: não é hipócrita.



Quase trinta anos se passaram e estamos assistindo a Renan e seus acólitos. É brochante!!!

28/11/2016

COMENTÁRIOS DA SEMANA - DE 27/11 A 3/12/2016

29 - "O DIA D DOS LADRÕES"

Indico a leitura da coluna de Jabor, de hoje, em O Globo.


28 - FIDEL, O PAI DELES DOS ÚLTIMOS ANOS

A "revolução cubana" de 1959, teve como mote tomar o poder em nome do restabelecimento da "democracia" (o entre aspas é explicado mais adiante).

Confesso que conheço pouco da história política mundial, mas tenho a sensação (ou conclusão do que observei ao longo da vida) que toda revolução de extrema esquerda se vale deste argumento, as variações são apenas de discurso, na prática o fundamento é o mesmo. Tomado o poder, todas elas se tornaram ditaduras de fato e/ou de direito. Tal como as revoluções de extrema direita. As diferenças estão na base. A direita se revolta, não em defesa da democracia, mas para salvar o país do totalitarismo de um comunismo radical. Ambas se sustentarão no poder promovendo uma "limpa" geral e restrita exterminando todo e qualquer dissidente, discordante ou não simpatizante.





 

Fidel, como Stalin, como Mussoline, como Hitler, como os militares no Brasil, na Argentina, enfim, como tantos outros, só sustentam suas "grandes verdades utópicas" porque reconhecem, mas não admitem, que elas são utópicas e grandes mentiras. Aboletados no poder, só lhes resta a saída de eliminar os que têm "grandes outras verdades utópicas" que possam atrapalhar suas trajetórias psicopatas em direção à perpeturação do poder. A democracia vai pro saco, ou melhor, a democracia boa é quando quem manda sou eu, seja à direita ou à esquerda do espectro de alternativas, quando todos obedecem aos meus ditâmes, sem oposição.

Mas a opressão não se perpetua sem que se estabeleça uma justificativa institucional. Assim, tal como o homem criou Deus, no plano espiritual, para estabelecer uma negociação com a força opressora - a natureza indomável, inexplicável e temida -, o cidadão cria o "Pai", o "Comandante", o protetor a quem reverenciam enquanto alguém está olhando, mas que abominam no escuro do quarto com a cabeça no travesseiro.

Quem será capaz de trazer outras explicações razoáveis para os discursos de horas de Fidel e seu "paredón" - jeito prático de se livrar de incômodos -, das manifestações de raiva de Hitler nos discursos e nas práticas contra os judeus, ou das ameças nucleares de King Jong-Un?



"A Ilha", um Estado de pequenas dimensões que, como ilha, protegido da interferência de vizinhos, foi facilmente controlado durante alguns anos. Na virada das décadas de 80 para 90, quando perdeu o escamoteador da "verdade verdadeira" por trás do discurso, a Sierra Maestra começou a desmoronar. Quem acredita na excelência do ensino cubano onde a promessa para estudantes universitários é ser motorista de táxi ou balconista de bar? Quem, no domínio de sua sanidade, acredita na excelência da medicina num país que controla o alimento da população através da distribuição de vales semanais ou mensais para troca no empório do Estado?

Todos esses líderes são psicopatas alimentando seus egos doentios. O chamado "povo" é apenas a grande massa de manobra. O que teremos no futuro? Sendo a política fundamental para a existência minimamente estável da vida em sociedade, será que conseguiremos construir mecanismos que nos livrem dessas mentes geneticamente concebidas para causar o mal? Será que os razoavelmente sãos poderão um dia servir aos seus semelhantes apenas pelo servir?

E restringindo ao tema do dia: qual a sua aposta para o futuro de Cuba no médio e longo prazos?



27 - SE NÃO QUER PARTICIPAR, NÃO ENTRE.

Marcelo Calero é um ponto fora da curva. Ele saiu do seu quadrado. Pisou na bola e chutou o balde.

Sempre tive a convicção de que as regras do meio se impõem sobre o indivíduo. Sou sempre tímido quando entro em um ambiente novo, não me exponho, me mantenho atento, observador a tudo o que vejo e acontece à minha volta. Quando percebo que já sei o suficiente, convicto de já saber os princípios e normas que ali prevalecem, então decido se permaneço - significa que concordo - ou pego meu boné e me retiro, pois sei que não terei forças, ou interesse, para mudar o meio.

Enfrentar o meio é possível, mas não é aconselhável pela alta taxa observada de insucessos. Sozinho, o reagente será nocauteado com golpes duros na boca do estômago e ganchos fulminantes na ponta do queixo que serão dolorosos por longos anos, quiçá pelo resto da vida. O espírito de corpo age raivosamente em defesa do grupo, não mede ações, tudo vale desde que corte a ameça pela raiz, independente do mal que cause. Calero está sentindo o peso da reação do poder afrontado, questionado. Foi corajoso, aparentemente cuidadoso. Se salvará ileso? Duvido muito. Com sequelas? Muito provavelmente. 

Adicionar legenda
Sérgio Moro não é um solitário Calero. Moro é síntese, é a face midiática de uma super-força tarefa que começou composta por dezenas de profissionais de uma geração de jovens que propuseram à nação um novo caminho e, em consequência, ganhou a aprovação e o apoio de milhões e milhões de cidadãos brasileiros. Mesmo assim, todos estamos assistindo diariamente às tentativas do poder (todos os 3 poderes) em arranjar uma saída para o desmonte da oligarquia atualmente no comando do país.

Dito isto, e aproveitando o dito, defendo a tese de que não há saída para o Brasil exceto esta:

1 - renúncia de todos os políticos hoje no Congresso;
  
2 - convocação, pelo executivo, de eleições para uma nova Constituinte exclusiva que tenha como alicerce, em todo o seu teor, o novo mundo emergido pós globalização e novas tecnologias de comunicação/manifestação, e que tenha prazo de 120 dias para encerrar o trabalho;

3 - convocação de eleições gerais para o legislativo e o executivo conforme as regras da nova Constituição. 

Isto não é muito, é pouco para o que temos pela frente. Mas é o essencial para um começo minimamente promissor. É mais ou menos por isto que hoje existe uma convocação geral para irmos às ruas no dia 4 de dezembro próximo.








25/11/2016

HÁ O QUE "TEMER"? ou CALERO, O LOUCO?



Neuropsicologia: Ciência dedicada a estudar a expressão comportamental das disfunções cerebrais.
Dfinição colhida na Rede.

Geddel
Calero


Temer



Seu eu fosse o Marcelo Calero, faria assim:

1 - Contactava um renomado neuropsicólogo.

2 - Contratava seus serviços para me acompanhar em um evento público.

3 - Alugava por 1 hora uma sala ampla, de preferência com um pequeno auditório e muitas cadeiras, em um local renomado, por exemplo, o Copacabana Palace.

4 - Pedia a uma Assessoria de Imprensa para convocar toda a mídia, escrita, radiofônica e televisiva, para uma entrevista coletiva às 8 horas da manhã (para causar alvoroço já no café-da-manhã e não dar tempo para o inimigo).

5 - Na coletiva faria a seguinte declaração:

Prezados senhores e senhoras. Venho a público declarar que, pelo que dizem meus ex-colegas de governo, estou completamente louco. Alguns declaram que não disseram o que disseram. Outros tentam redefinir a ética, propondo que a partir de agora poderão existir éticas mais éticas que outras, e que algumas faltas de ética não serão assim tão falta de ética. Que estou completamente louco, que as pressões que recebi de meu colega Geddel foram apenas conversas inocentes sobre seu interesse em um apartamento no Pelourinho. Que o Presidente não me pediu para dar "uma solução" no "problema", apenas que, do alto de sua maturidade política, me aconselhou a ser um melhor bom menino e não fazer travessura. 

Tudo isso pode ser verdade, mas como tenho cá minhas dúvidas sobre minha real saúde mental e que, fora Temer, nada tenho a temer, trouxe comigo este renomado doutor, PHD em neuropsicologia, com o firme propósito de, peremptória e definitivamente, após me submeter a rigorosos testes dos mais modernos existentes,defini se estou realmente louco ou se o país, como eu, também tem o que Temer. 

E dirigindo-me ao renomado especialista: Doutor, estou em suas mãos. Diagnóstico feito, diga ao povo a verdade.

20/11/2016

COMENTÁRIOS DA SEMANA - 20 A 26/11/16

24 - O INOCENTE E BEM INTENCIONADO GEDDEL

O caso Geddel é uma agressão à inteligência do cidadão. O ministro da Cultura pede demissão alegando ter sido pressionado para liberar a construção, em área histórica de Salvador, de um prédio onde o solicitante adquiriu um apartamento na planta. A seguir o presidente da República finge que não nenhum problema sério de ética ocorreu e o mantém no cargo. 

Se considerarmos, por exemplo, esta notícia de setembro/16, podemos imaginar que provavelmente Geddel não foi deposto porque, como corre nas mesas de bares, "sem foro é com Moro".


20 - INSTIGADO POR CABRAL, O SÉRGIO

No passado chamei atenção para a total inutilidade do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), dado que nunca houvera se manifestado apontando movimentações "estranhas" de ninguém, isso com as águas da Lava Jato jorrando para todos os lados. Até que entendi a razão: o Coaf(*) é um órgão administrativo de assessoria da Receita Federal, mas foi criado para ser um instrumento fundamental no combate ao crime financeiro. Ora, a Lava Jato trata do quê mesmo? Mas ninguém viu os mais de 200 milhões de reais, em papel e/ou em bits, trafegarem de empreiteiras para pessoas físicas aboletadas no poder!!!

Hoje, a imprensa divulga a "suspeita" de que Cabral, o Sérgio, "administrava seu patrimônio" através de uma empresa de transporte de valores.

E o Coaf nunca soube de nada, não viu nada? O que tem a declarar a Receita Federal? É o que eu e muitos brasileiros gostariam de saber, até porque, para qualquer depósito não declarado de mil reais feito na conta de um de meus netos como presente de aniversário, por exemplo, nós somos intimados a prestar esclarecimento.

13/11/2016

COMENTÁRIOS DA SEMANA - 13 A 19/11/16


17 - CÂMARA E SENADO

Estão arquitetando uma anistia geral para os mal-feitos em caixa dois e propinas. Está na hora de irmos para as ruas dar o recado de que, se tentarem, o risco é grande de o caldo entornar.


SEM PERDÃO PARA OS CORRUPTOS. 

E FORO PRIVILEGIADO APENAS PARA ATOS DO EXERCÍCIO DO MANDATO.


15 - DILMA, FARC, BREXIT, TRUMP

Na ressaca pós vitória de Trump, me fixo em dois fatos que se conectam nos 4 eventos citados no título: a afirmação, pela mídia, de que os institutos de pesquisas erraram e a margem de vitória.

Quanto às pesquisas, sinto muito, mas não erraram. A margem de erro é que pendeu para o "lado errado" ou lado não desejado pela mídia e especialistas de todas as vertentes.

Quanto à margem de vitória, apertada em todos os casos, esta sim me incomoda. Nos 4 casos, uma minoria de cidadãos foi responsável por uma decisão de grave importância para o futuro de curto e médio prazos de suas nações, o que, em última instância, significa afetar seus próprios destinos individuais. Se levarmos em conta os altos índices de abstenção, temos um fato que incomoda bastante a democracia (em tese, o regime da maioria): a responsabilidade da decisão foi da minoria!!!

O que pode estar por trás dessas rupturas? Lembrando que Dilma foi eleita e deposta (uma ruptura com as ideias petistas). Esta democracia conduzida pela visão de curtíssimo prazo do homem-eleitor comum tende a nos levar para onde?

A inovação tecnológica e a rapidez em que estas nos são impostas está aumentando o fosso entre as populações das metrópoles e as demais?  Em que medida a globalização está sendo questionada e ameaçada? A perda dos empregos, em alguns países, a queda dos salários dos não-formados em outros, justificam esta tendência ao protecionismo e, consequentemente, ao agravamento de manifestações nacionalistas e xenófobas? O desenvolvimentismo, visto até aqui pelos economistas como única saída para a humanidade, se sustenta?

De volta às cavernas, ou à barbárie da sobrevivência do mais forte, ou há uma alternativa ainda não formulada?


Resultados do voto popular:

BRASIL: ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE (out/2014) - 51,64% x 48,46% (Aécio) - Diferença: 3,5 milhões de votos - Abstenção: 19%


GRÃ BRETANHA: BREXIT (jun/2016) - 51,9% (sim para saída da UE) x 48,1% (permanência) - Diferença: 1,8 milhão de votos - Abstenção: 28%

COLÔMBIA: FARC (out/2016) - 50,2% (não ao acordo) x 49,8% (sim) - Diferença: 60 mil votos - Abstenção: 62,6%

ESTADOS UNIDOS: ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE (nov/2016) (*) - 47,2% (Trump) x 47,9% (Hillary) - Diferença: 900 mil votos - Abstenção: Não encontrei dado correto, mas historicamente é perto de 50%

(*) Fonte: CNN - A vitória de Trump se deu no colégio eleitoral com 306 delegados a seu favor.

13 - RADICAIS

O problema dos radicais é que eles estão, por definição, sempre errados. Radicalismos só têm utilidade como tentativa de ruptura, de colapso, de morte do conhecido e nascimento do incógnito. O radical não tem proposta de solução. Seu horizonte de percepção não existe porque sua cegueira é congênita.

Isto me vem quando ouço sobre invasões de escolas (incentivadas, alimentadas e coordenadas por psicopatas desalojados de posições nas instâncias de poder estatal) a pretexto dos alunos serem contra a proposta - superficial, diga-se - de flexibilização do ensino médio.

Todos os alunos de uma escolha são contra? E só de algumas escolas que o grupelho, no caso, de esquerdistas, conseguiu se infiltrar? Quer dizer que os alunos, pretensamente contra, preferem ser obrigados a adquirir conhecimentos que jamais irão fazer uso, ao invés de terem a liberdade de investir mais no que suas genéticas e escolhas desejam? Eles são contra a flexibilização no exato momento em que as formas de transmissão do saber estão sendo avassaladoramente questionadas pelas novas tecnologias de acesso à informação? Ou apenas estão tão famintos de debate de ideias e de alimento que estão aceitando receber sanduíche de mortadela como recompensa pela servidão a que se sujeitam de serem massa de manobra para quem não quer ver vingar ideias alheias?


CURSO RÁPIDO DE ECONOMIA - ERRATA

Um viajante chega a um hotel para dormir, mas pede para ver o quarto. Entretanto, entrega ao recepcionista um cheque de 200 reais como garantia enquanto faz a vistoria. 


Enquanto o viajante inspeciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com o cheque e vai à mercearia ao lado pagar uma dívida antiga do hotel,... exatamente de R$200,00 .  



Surpreendido pelo pagamento inesperado da dívida, o dono da mercearia aproveita para pagar a um fornecedor uma dívida que tinha há muito... também de R$200,00 . 



O fornecedor, por sua vez, pega o cheque e vai à farmácia, para liquidar uma dívida que tinha de... R$200,00 . 



O farmacêutico, cheque em mãos, corre para o bordel ali ao lado, liquidar uma dívida com uma prostituta.... coincidentemente, a dívida era de R$200,00. 



A prostituta agradecida, sai com o cheque em direção ao hotel, lugar onde habitualmente levava os seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Sendo a dívida superior a R$200,00, ela avisa o gerente que está quitando parte e coloca as notas em cima do balcão. 



Segundos depois o viajante retorna do quarto, e diz não ser o que ele esperava, pede o cheque caução ao gerente, agradece e sai do hotel. 



Ninguém ganhou um centavo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado, ninguém precisou recorrer a tribunais e todos começam a ver o futuro com confiança!  



MORAL DA HISTÓRIA:  



NINGUÉM ENTENDE A ECONOMIA! (como o prova quem escreveu o original desta história!) 


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A historinha original (aqui modificada) colhi da Rede em algum momento no passado. Guardei sem saber por que. 


Descobri hoje. Dado o presente que o Brasil vive, resolvi postar esta "errata" como contribuição aos mais pessimistas. 



Fiz algumas adaptações e um pequeno acréscimo final, como um toque de... digamos... realidade a uma bela fantasia (sem prejuízo do conceito econômico que é absolutamente verdadeiro, e como dizia um antigo cliente meu: "O dinheiro tem que circular").


O hotel teve que lançar um prejuízo de R$200,00 reais, já que pagou uma conta de R$ 200,00 e ainda teve que devolver o cheque de R$ 200,00.


Como ninguém conseguiu falar com o dono do hotel (provavelmente um fundo de investimento sem dono identificável), não se sabe dizer se o gerente foi demitido por justa causa e/ou se teve que cobrir o prejuízo causado do próprio bolso.



06/11/2016

A DEMOCRACIA SOB INVESTIGAÇÃO


Para os mais atentos, ligados nas reflexões políticas e econômicas, no entendimento das crises do hoje com vistas a projetar possíveis modelos futuros, já é possível identificar que a democracia começa a ser questionada e colocada sob investigação, não apenas no Brasil, como nosso umbigo nos leva a crer, mas em todo o mundo, particularmente no ocidente pela razão simples de ser uma região com predominância das liberdades individuais, tais como de expressão e religião, ao contrário dos países orientais, onde o Estado ou a Religião ou ambos, mantêm forte controle sobre os desejos e comportamentos dos cidadãos.

Ao participar do programa Painel, da Globo News, do dia 5 de outubro de 2016, o professor Eduardo Viola, titular de Relações Institucionais da Universidade de Brasília, apresenta o conceito de "disfuncionalidade democrática", a noção de que a democracia como exercida até há pouco não atende mais às demandas de uma sociedade que, dados os avanços tecnológicos, se move à revelia e à margem dos sistemas de governo. Ele sugere até mesmo que deixamos de eventualmente ser uma plutocracia - regime a serviço dos mais abastados - para um sistema que o cientista político Philippe C. Schmitter(*) chamou de politocracia, onde o sistema democrático deixa de estar alicerçado no governo do povo pelo povo, para servir aos interesses particulares dos políticos e distanciados das demandas da sociedade.

A democracia está em crise na Turquia, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Venezuela e no Brasil, não só, os cito apenas para mostrar que a motivação do debate não é regional, não tem respaldo na longevidade das nações, ou nas características peculiares das diferentes culturas. Há algo no ar "além dos aviões de carreira" a obstruir a visão dos cidadãos, de todos os povos governados por regimes democráticos.

Todos vêem que está errado. O que existe não serve mais, mas ainda não enxergamos o que poderá nos servir como um sistema razoável para resolver os impasses presentes e os anseios futuros.

Tudo isto, na minha humilde opinião, tem como pano de fundo a revolução que as tecnologias computacionais e de comunicação provocaram nos últimos 10 anos. Apple, Microsoft, Google, Facebook, Twitter, Youtube e Whatsapp, estão bagunçando com tudo o que sabíamos até aqui. Tudo o que aprendemos cansativamente nas escolas e na vida, virou lixo. O mundo mudou num movimento de baixo para cima. São as comunidades tecnologicamente instrumentalizadas demandando pressão para que as oligarquias no poder apresentem novas soluções. Por bem ou por mal, sinto prever.

Meu colega de trabalho está a uma distância desconhecida ao qual me conecto a megabytes por segundo. Trabalho de minha casa, sem qualquer necessidade de ir à empresa para a qual presto serviço. Faço compras com cliques em uma loja virtual totalmente em português, onde compro produtos diretamente da China e entregues por correio em minha casa. Antes de ir à consulta médica já sei tudo sobre a provável doença que tenho, tratamento, remédios, dieta a seguir etc.

Saber multiplicar pra quê? Raiz quadrada!!! O que uma planilha não resolve num clique? A capital do Tibet? Vou ao Google. Descobrir o significado, o sinônimo, a origem, da palavra, do conceito, vou à Wikipédia. Saber sobre o candidato, saber suas ideias, suas manifestações no passado, vou ao Youtube. Dizer o que penso ou questionar o que outros pensam, dar minha opinião não-abalizada sobre tudo, contar meus feitos, encher meu ego, me conecto e exponho no Face. Alertar meus familiares e amigos sobre qualquer coisa, pedir apoio a uma causa, repassar uma piada de bom ou mau gosto, posto uma mensagem no Whatsapp. Pressionar um político, dar sugestões, cobrar compromissos assumidos em campanha, mando uma mensagem eletrônica.

Nesta nova realidade cotidiana estamos fazendo muitas perguntas.

Democracia representativa para quê? 513 deputados federais para quê? 81 senadores para quê? Centenas de deputados estaduais para quê? Milhares de vereadores para quê?

Reforma política? Presidencialismo ou parlamentarismo, que importância isto tem? Voto distrital? Voto em lista? Permissão de coligações ou não?

Partidos políticos? Que necessidade de nossas vidas eles são capazes de atender?

Não entender que tudo, politicamente falando, terá que ser revisto, só prolongará nossa agonia atrasando a busca de novas soluções. A democracia como está, em particular a brasileira, precisa ser posta sob investigação. Quanto mais cedo, melhor.


(*) Há uma entrevista muito interessante deste cientista neste link (http://poliarquiaufrgs.blogspot.com.br/2011/03/philippe-schmitter-o-brasil-nao-precisa.html), dada em 2011 ao jornal Valor Econômico quando ele esteve no Brasil.